segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rubrica

Cada criança é única e irrepetível, o que faz de cada uma um ser muito especial. Mas há crianças que sobressaem pela sua extrema diferença: a escola é-lhes detestável, pouco ou nada desafiadora, às vezes, uma amargura!
Surpreendentemente falamos de crianças sobredotadas, talentosas ou “génios”. Têm uma capacidade extraordinária, acima da média, e destacam-se pela extrema criatividade ou inovação, assim como pela persistência ou empenho numa determinada tarefa.
Howard Gadner, psicólogo da Universidade de Harvard, propôs, em 1983, um novo quadro teórico sobre a inteligência, a Teoria das Inteligências Múltiplas. Sugeria, então, sete inteligências autónomas em que se têm destacado exímias figuras da nossa História: linguística, lógico-matemática, musical, interpessoal, intrapessoal, espacial e corporal. Mais recentemente, tem-se mesmo especulado sobre outras inteligências como a naturalista e a espiritual. Ora, as crianças sobredotadas destacam-se numa destas áreas, podendo, ainda assim, apresentar dificuldades na escola. Para as ajudar é preciso estar informado e aberto às suas necessidades, pois os mitos acerca da sobredotação são imensos.
«Se uma criança ou jovem sobredotado não tiver um acompanhamento adequado, mesmo que tenha aprendido a ler e a escrever sozinho, poderá vir a ter problemas de insucesso escolar e de inadaptação social, podendo vir a desenvolver comportamentos de isolamento e de baixa auto-estima, que podem degenerar em marginalidade.» Pais, educadores, professores, psicólogos, políticos, em Portugal, têm de estar despertos e atentos para esta realidade. A ajuda pode ser colhida junto de pelo menos quatro instituições: a Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas, a Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação, o Centro Português para a Criatividade, Inovação e Liderança, e o Instituto da Inteligência.
Não nos esqueçamos: as crianças sobredotadas também precisam da nossa compreensão e atenção.

Sem comentários: